E então, falando sobre direito, para mim eles estavam falando/buscando uma utópica perfeição. Não consegui visualizar o que estava me sendo dito. Juro que um dia me aprofundarei naquilo, porque me deixou muito intrigada.
Bolshit! Por que não curtirmos a nossa perfeição de sermos imperfeitos? Por que precisamos esperar da empresa aérea o serviço perfeito, o cumprimento de horário britânico, se nunca pratiquei, aprendi isso? A jurisprudência da Itália diz assim, a jurisprudência da Alemanha diz assado, e no nosso país acontece frito. Pois bem, gosto muito de tais parâmetros (e talvez por isso que já começo a pensar se devo mesmo ficar o resto da vida nesse país), mas não pegue o resultado de lá e venha me fazer engolir aqui. A caminhada que ele fez, nós ainda não fizemos. Juro que aquele papo todo era muito desenvolvido para mim. Era muito desenvolvido para aplicar em um país que engatinha em vários (maioria) dos seus setores. No que somos bons mesmo? Ah, desculpa somos bom em PRODUÇÃO! Produção primária. No mais, a educação vai mal, a saúde vai mal, a economia vai mal, as políticas públicas vão mal, a industria vai mal, A PETROBRAS TA QUEBRANDO (juro, que por isso eu não esperava...tá meus conhecimentos econômicos talvez não me permitiriam prever esse comportamento, se é que alguém previu - não tenho tido tempo para os noticiários)!
Para começar a discussão, como posso esperar que a empresa aérea nunca atrase o seu avião, se eu mesmo não chego sempre no horário quando o marco com amigos e familiares que digo serem as coisas mais importantes da minha vida sempre tem que ter aquela margem de erro? Ao que me lembro, eu não compro a passagem mais cara do avião e não sou a prioridade da empresa aérea (Minha utopia de um dia ser!). O que quero dizer é que quando eu atingir a perfeição que esperam de mim, aí sim então eu me sentirei capaz de exigir toda essa perfeição que estavam discursando por lá. Enquanto esse dia não chegar, eu juro que prefiro curtir a imperfeição de buscar uma solução (lidar com o atraso do avião e ensinar a lidarem com os meus próprios atrasos - desculpa, infelizmente não to podendo mudar essa parte da minha vida por enquanto).
O negócio é o seguinte: IMPREVISTO ACONTECEM E NÓS OS ADMITIMOS! Aliás, quem disse que os imprevistos as vezes não podem ser a maior oportunidade da sua vida. E ACIDENTES acontecem. E o mundo é imperfeito, goste você disso ou não!
Enquanto formos bom de discurso e não fizermos um planejamento e colocá-lo em execução, não, não me venha exigir que eu seja a sua utopia isoladamente. ISOLADAMENTE! Você contorceu o nariz? Sim, eu também. Claro é fácil eu achar o culpado e não me responsabilizar pela minha omissão....aliás, a culpa é minha e ela vai aonde eu bem entender. Melhor do que assumirmos os karmas, o destino, ou como você queira chamar o resultado de nossas próprias ações/omissões, de nossas próprias escolhas, é melhor acharmos um culpado para nos indenizarmos, pela dor, PELA CULPA de não fazermos nada para melhorar (e eu humildemente acho que esvaziar os bolsos daquele que nada conforme a maré, e encher os seus bolsos de dinheiro, na boa não ajuda a melhorar nada não! Do jeito que tá? A justiça de acordo com a sua cara, não..não vai dá). O discurso é sempre lindo (eu me comovo), mas enchemos a boca pra discutir no bar. Estamos tão cheios de hipocrisia (ai como isso dói!). Como somos lindos em pensamento! Que espécie mais utópica escolhemos ser.
Daí as pessoas se tornam explosivas e elas são radicais! Paramos de olhar para a causa da explosão e a explosão é o problema que tentamos resolver (método paliativo).Um médico erra o diagnóstico e o médico é o problema. Oi, o médico não tem estetoscópio no hospital público. Oi, o curso de medicina também está caótico infelizmente. E você jura que o seu diagnóstico errado é culpa daquele justo ser que tenta fazer o melhor pra você, que a noite passada, fez horas extras sem contraprestação, que fez o primeiro socorros embaixo das estrelas porque falta leito, e o problema do coitado do médico foi errar o seu diagnostico? Você esperava mesmo que ele acertasse? O cara se mata pra se formar em 10 anos e tem que sucumbir a péssimas condições de trabalho...infelizmente, o alto salário dele, não consegue suprir a sua eficiência na hora do atendimento se as coisas não mudarem. O bem estar não é diretamente proporcional ao dinheiro disponível. Nós somos humanos, ainda não nos fizeram máquinas (mas acredito que podemos estar bem prox. disso).
Nos centralizamos tanto no mundo que esquecemos que inventamos uma palavra chamada SOCIEDADE, não assumimos a responsabilidade de sermos uma sociedade. É sério, o mundo não é o caso em comento, o mundo é panorâmico (juro que eu acredito que foi por isso que inventaram os aviões **.*).
Realmente, o que o médico fez no verão passado não é problema seu, o seu problema é na imperfeição dele, você perder a SUA saúde! A sua dor é tão intensa que alguns milhões no seu bolso resolverão a solucionar a questão. A sua questão. Mas por causa desses muitos milhões, você só fará daquele cara mais inseguro, quem sabe até tirará o único que está aceitando atender em tais condições do seu cargos, e muitos, MUITOS mesmos, morrerão por causa disso. Que bela solução! Quanta hipocrisia, QUANTA MÁ CRIAÇÃO. Quem inventou a palavra paliativo por favor?
INFELIZMENTE, se caminharmos por esse caminho, então, voilà, vou demandar os meus milhões também. Afinal, até o dia que eu morrer nada vai mudar não! Gente continuará morrendo por falta de diagnóstico correto e precoce, gente continuará perdendo grandes negócios por falha da empresa aérea...e o mesmo caos continuará instalado!
Opa, eu não to defendendo aqui os médicos ou as empresas aéreas, até porque eu fico PUTA DA VIDA quando isso acontece comigo também, essas são só imagens meramente ilustrativas do que eu tava ouvindo logo antes.
É sério, em que parte da história esquecemos que no começo de tudo assinamos um pacto social capitalista? Você tá mesmo a fim de mudar? Simbora ê, mas na boa, não conta comigo ainda não, porque a sua sociedade nunca sai da utopia e o meu tempo aqui é curto, o que acontece comigo é resultado da minha, da sua, da ação de uma humanidade inteira que em algum lugar da minha vida eu assumi.
O que eu to vendo é sério...casamentos que se destroem em busca de uma utópica liberdade, de um utópico amor, de uma utópica paixão que na verdade já está dentro de nós. Sexualidade que se usa de forma inconsciente, na utopia de sê-lo parte de um sacramento e não uma parte animal. Opressores oprimidos. Eu nem sei por onde começar ainda...
Pode ser, talvez o meu discurso seja esse porque a vida não tenha sido muito dura comigo até hoje. Ou talvez, porque eu tenha batido duro com ela também. Quem é você pra julgar? Quem sou eu para definir isso se nunca trilhei o seu caminho pra poder comparar? Não é que eu tenho a ideia fixa, mas por enquanto a minha utopia é prática! É tornar o mais prático, o mais consciente, o mais geral que eu puder. Falsas promessas me machucam, porque a hipocrisia me enoja e o paliativo me faz chorar.
Ou você seja inteiro ou não me venha com metades. Não quero falar e não fazer. Não quero sonhar e não realizar. Planejar e não executar. Eu quero mesmo é bater duro, cair, levantar, sofrer, mas sobretudo, melhorar, conscientizar, evoluir. O caso individualizado influenciará no conjunto inteiro e enquanto não nos responsabilizarmos por isso e querer enxergar cada caso em comento (o próprio umbigo), me desculpa, o seu subjetivismo ainda não me convence.
O meu bem estar não é direito fundamental, fundamental mesmo é a nossa integração para cumprir o que nos propusemos, o que os nossos honrados antepassados nos propuseram. Carrego em meu ombro a responsabilidade de todo um passado, com a energia e brilho de todo um futuro. Eu goste ou desgoste, o meu futuro não é meu mar de rosas, por ora me fará chorar, por ora me fará sorrir, mas o fim da equação é que eu escolherei estar aqui e com certeza mudarei de opinião.
Juro, aquilo mexeu comigo mesmo. Não, eu não sou tudo o que eu defendo, mas felizmente defendo aquilo que eu vivo, porque na boa, não tenho feito muito para mudar, o que quer dizer, que fazer diferente seria a minha hipocrisia pessoal. Eu juro que preciso ser uma metamorfose ambulante; mas por enquanto ainda não me convenci a mudar.
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